Manila, o México Oriental (ou seria o Mundo de Bizarro?)
Viajar a trabalho é uma forme de roleta russa, volta e meia te mandam para uns lugares de onde você não sabe se irá voltar vivo, ou sem precisar usar uma camisa de força. Recentemente tive o prazer de conhecer Manila, um local que quase me garantiu uma viagem ao Pinel.
Nós Brasileiros, adoramos nos gabar de nossos conhecimentos em geografia, zombamos dos norte-americanos por acharem que Buenos Aires é a capital do Brasil, não serem capazes de identificar a Europa no mapa, etc. Pois eis que descubro meus caros leitores, que as Filipinas ficam na América Latina! Bom, talvez não geograficamente mas se alguém algum dia duvidou de que ser latino é praga, as Filipinas são a prova cabal de nossa maldição.
Perdida no canto do Oceano Pacífico, as Filipinas são um caso raro de colonização espanhola nessa região do mundo e sua história não poderia ser mais insólita, um navegador espanhol (basco?) vindo do México faz um pacto de sangue com um líder local, combate piratas chineses e só para variar engana e massacra os muçulmanos que lá moravam.
Essa história um tanto peculiar, garantiu às Filipinas uma cultura rica, fruto da mistura, cuja comida dada a mistura de fritura, porcos, frutos do mar e temperos poderia ser descrita pela seguinte analogia "Minas Gerais invade o Espírito Santo".
O Filipino em geral é muito simpático e extremamente trabalhador. De fato, as Filipinas estão entre um dos maiores fornecedores de mão de obra mundial, com um número gigantesco de trabalhadores - geralmente braçais - no Oriente Médio, Ásia, Oceania e pelo resto do mundo afora. Não seria exagero afirmar que esses trabalhadores, ou melhor, as remessas de dinheiro que esses trabalhadores enviam às suas famílias tem função crítica no suporte da economia local.
Por outro lado... que lugar estressante. Se você leitor acha o trânsito de São Paulo estressante, esqueça Manila, você irá enlouquecer no primeiro dia.
Minha surpresa começou com o aviso dado por meu anfitrião nas Filipinas, dizia ele, que seria melhor trocar de hotel visto que o hotel sugerido pela agência de viagens encontrava-se a duas horas de distância do prédio no qual eu teria uma reunião. Eu assustado perguntei: "diabos, duas horas? Metro-Manila é tão grande assim?", ele educadamente me responde que o problema não é a distância mas o congestionamento, de madrugada o trajeto não duraria mais de 20 minutos. De fato o trânsito de Manila é apavorante. Estimo que dirigir à padaria na esquina levaria 30 ou 40 minutos, no mínimo!
Terminados os compromissos profissionais tive a chance de conhecer Intramuros, a cidadela colonial, ou melhor, aquilo que sobrou dela depois da 2a Guerra Mundial, quando o império japonês invadiu a ilha e teve de ser expulso com a ajuda das forças aliadas. Intramuros lembra os fortes portugueses tão comuns no litoral brasileiro, porém ao contrário de nossas atrações históricas, que apesar de mal conservadas ainda servem como atração turística, Intramuros só servem para passar uma imagem triste do Estado filipino.
Como disse um dos locais com quem conversei, os filipinos são um povo muito trabalhador, que durante muitos anos esteve na liderança do sudeste asiático, porém, sabe-se lá porque, os filipinos se deixaram perder e com o tempo sua liderança se foi. Dizia o local citando o líder político singapura Lee Kuan Yew, que os filipinos são um povo talentoso mas que juntos em seu país são praticamente incapazes de produzir o bem comum. Lembrei-me dos lendários políticos filipinos e casos e mais casos de corrupção. Lembrei-me de minha terra natal, tentei esquecer a tristeza e encarei o adobo, ou melhor el adobo.
Nós Brasileiros, adoramos nos gabar de nossos conhecimentos em geografia, zombamos dos norte-americanos por acharem que Buenos Aires é a capital do Brasil, não serem capazes de identificar a Europa no mapa, etc. Pois eis que descubro meus caros leitores, que as Filipinas ficam na América Latina! Bom, talvez não geograficamente mas se alguém algum dia duvidou de que ser latino é praga, as Filipinas são a prova cabal de nossa maldição.
Perdida no canto do Oceano Pacífico, as Filipinas são um caso raro de colonização espanhola nessa região do mundo e sua história não poderia ser mais insólita, um navegador espanhol (basco?) vindo do México faz um pacto de sangue com um líder local, combate piratas chineses e só para variar engana e massacra os muçulmanos que lá moravam.
Essa história um tanto peculiar, garantiu às Filipinas uma cultura rica, fruto da mistura, cuja comida dada a mistura de fritura, porcos, frutos do mar e temperos poderia ser descrita pela seguinte analogia "Minas Gerais invade o Espírito Santo".
O Filipino em geral é muito simpático e extremamente trabalhador. De fato, as Filipinas estão entre um dos maiores fornecedores de mão de obra mundial, com um número gigantesco de trabalhadores - geralmente braçais - no Oriente Médio, Ásia, Oceania e pelo resto do mundo afora. Não seria exagero afirmar que esses trabalhadores, ou melhor, as remessas de dinheiro que esses trabalhadores enviam às suas famílias tem função crítica no suporte da economia local.
Por outro lado... que lugar estressante. Se você leitor acha o trânsito de São Paulo estressante, esqueça Manila, você irá enlouquecer no primeiro dia.
Minha surpresa começou com o aviso dado por meu anfitrião nas Filipinas, dizia ele, que seria melhor trocar de hotel visto que o hotel sugerido pela agência de viagens encontrava-se a duas horas de distância do prédio no qual eu teria uma reunião. Eu assustado perguntei: "diabos, duas horas? Metro-Manila é tão grande assim?", ele educadamente me responde que o problema não é a distância mas o congestionamento, de madrugada o trajeto não duraria mais de 20 minutos. De fato o trânsito de Manila é apavorante. Estimo que dirigir à padaria na esquina levaria 30 ou 40 minutos, no mínimo!
Terminados os compromissos profissionais tive a chance de conhecer Intramuros, a cidadela colonial, ou melhor, aquilo que sobrou dela depois da 2a Guerra Mundial, quando o império japonês invadiu a ilha e teve de ser expulso com a ajuda das forças aliadas. Intramuros lembra os fortes portugueses tão comuns no litoral brasileiro, porém ao contrário de nossas atrações históricas, que apesar de mal conservadas ainda servem como atração turística, Intramuros só servem para passar uma imagem triste do Estado filipino.
Como disse um dos locais com quem conversei, os filipinos são um povo muito trabalhador, que durante muitos anos esteve na liderança do sudeste asiático, porém, sabe-se lá porque, os filipinos se deixaram perder e com o tempo sua liderança se foi. Dizia o local citando o líder político singapura Lee Kuan Yew, que os filipinos são um povo talentoso mas que juntos em seu país são praticamente incapazes de produzir o bem comum. Lembrei-me dos lendários políticos filipinos e casos e mais casos de corrupção. Lembrei-me de minha terra natal, tentei esquecer a tristeza e encarei o adobo, ou melhor el adobo.


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